sábado, 14 de abril de 2018

Aborto, escolha sem volta

Aborto - não há espaço para arrependimento














        Tenho tentado evitar este debate, mas, diante da pesquisa disponível no site do Senado, onde consta votação expressiva a favor de um projeto que visa a legalização do aborto e o seu custeio pelo SUS, sou obrigado a manifestar o ponto de vista sob a luz da razão e isento de ideologias, como é costume em todas as minhas postagens.
        Muito mais do que político, o assunto tem caráter social e está intimamente ligado ao foro individual.
        Outros postulantes a cargo eletivo sequer tocam no tema, porque é polêmico e enseja o medo da “perda de votos”.
        Mas eu vou mostrar a minha posição, desde já, mesmo que isso implique em deixar de ter o apoio de camada importante do eleitorado, haja vista o objetivo maior que é servir o meu país e seu povo, com a gratidão no coração.
        Por favor, não se ofendam os que discordam, mas tentem isentar-se e refletir mais profundamente sobre o tema.

       

       Sob uma ótica progressista, num primeiro momento, a escolha pelo aborto insiste em parecer refletir a liberdade de escolha da mulher, assim como qualquer outra escolha.

Mas existe uma falácia. As pessoas podem mudar de preferência a qualquer momento.
        A escolha pelo aborto, diferentemente, trata da interrupção de uma vida humana. E não existe espaço para o arrependimento. Não há volta!
As consequências do aborto vão muito além da eliminação do embrião ou feto.
        A própria mulher pode sofrer sérias consequências, tanto físicas quanto emocionais, além da possibilidade de ter riscos aumentados nas gestações seguintes.
        A lista de possibilidades é muito grande e dediquei uma postagem exclusiva para quem estiver interessado em aprofundar-se nos detalhes sobre as consequências.
       
De antemão, esclareço que considero haver exceções e casos que requeiram atenção mais profunda e detalhada.
Também deixo claro que sou solidário à dor e ao dilema por que passam algumas mulheres, no tocante a esse tema tão sensível.

        Tenho a convicção de que poucos ou que ninguém seja a favor do aborto, mas que haja uma desinformação e uma falta de organização tal que a cultura passou a conviver com essa prática por, outrora, valores morais e, agora, por valores distorcidos e confusos para os que entendem ser normal tal experiência.

Assista o desenvolvimento de um bebê, desde a concepção

Momentos mágicos!


Há outros vídeos ao final desta postagem
      
Aproveite a vida com segurança e responsabilidade
SEXO SEGURO – as escolhas certas para resolver as causas ao invés de matar o efeito do problema
A gravidez é o efeito que tentam corrigir pelo aborto, ao invés de se cuidar da causa, que é a falta de segurança prévia.
Conheça e utilize métodos eficazes para evitar a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis - AQUI
        Se há mulheres morrendo por causa dos abortos clandestinos, muito mais razoável é que se tomem providências educativas, desde as escolas e todos os meios de comunicação a fim de que se parem os abortos do que banalizá-los.
        Em Cuba, a prática é legal há décadas.
        Ocorre que o aborto passou a ser utilizado, rotineiramente, como contraceptivo.
        O amparo, por parte do governo brasileiro, às mulheres envoltas nessa situação é fundamental...
       Se o filho é indesejado, entregá-lo à adoção passa a ser uma opção mais humana do que retirá-lo - E este deveria ser considerado "em último caso".
O primeiro dos direitos naturais do ser humano é o direito de viver.
O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida.
Negar o direito à vida através da legalização do aborto significa negar todos os demais direitos, inclusive ao de decidir sobre o próprio corpo.
         Se uma criança só nasce de pai e mãe, mesmo que por inseminação, o envolvimento do homem na gestação é óbvio e fundamental.
        Todos devem ser responsáveis pelos seus atos.


       Toda escolha envolve consequências – Previna-se.

        Se você vai saltar de paraquedas ou praticar outro esporte radical, por escolha, sabe que chegará o momento em que não haverá mais volta... e sabe que o paraquedas pode falhar... as consequências foram assumidas ANTES do salto... não poderá voltar para o avião... é o risco assumido pela escolha da atividade prazerosa.

        A prática sexual é muito incentivada, sem o alerta dos riscos inerentes.

        O sexo é muito prazeroso. Então, por favor, previna-se.
Praticar o sexo é uma escolha. Entregar-se ao sexo irresponsável e sem prevenção é outra escolha.
Dessas escolhas, podem advir consequências diversas; dentre elas, uma gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis.
Responsabilizar outrem, que sofrerá a condenação, com consequências fatais, pelas próprias escolhas, não parece vir de alguém que tenha preocupação além de si mesmo.      
         Infelizmente, o aborto passou a ser considerado uma alternativa contraceptiva, como primeira escolha, em muitos casos, ainda que proibida.

Hormônios - será que influenciam?

        Sabe-se que muitas mulheres têm alterada, devido aos hormônios, a sua percepção da realidade.
        Ao mesmo tempo em que se justificam a irritabilidade e outras formas de diminuição do controle emocional ocorridos nas fases de TPM e menopausa, pelas alterações hormonais, os defensores da individualidade e liberdade de escolha consideram equilibrada a decisão unilateral pela mulher para eliminar o próprio filho... e lutam por esse "direito"... parece-me contraditório.
        A gravidez é um período de grandes transformações para a mulher.
        Seu corpo se modifica e seus níveis de hormônios se alteram para a manutenção do feto.
        Com tantas mudanças, essa fase pode acabar gerando dúvidas e sentimentos de fragilidade, insegurança e ansiedade.
        Alguns dos principais temores são alterações na autoimagem corporal e não ter uma criança saudável.
        Outros temores são relacionados ao feto e à função de gerar, nutrir e parir.
        Tais temores podem desencadear fases de irritabilidade e de instabilidade de humor.
        Trata-se de um período de transição biologicamente determinado, caracterizado por mudanças metabólicas complexas e por grandes perspectivas de mudanças no papel social, na necessidade de novas adaptações, reajustamentos "intrapessoais" e mudanças de identidade.
        Estados de alteração de comportamento da mulher são identificados até após o parto, onde se inclui o conhecido "estado puerperal".
        Definitivamente, a questão não pode ser tratada sem uma grande dose de equilíbrio. Afinal, trata-se do destino e da vida de um filho.
        Diante disso, como pode a sociedade outorgar exclusividade à mulher na decisão entre preservar a vida ou destruí-la precocemente?
        Não seria mais sensata a consulta ao pai? 

Responsabilidade compartilhada
        A sociedade, representada pelo próprio Estado e por tantas associações, passa a fazer parte fundamental nesse processo, pois é seu dever zelar pela vida e bem estar dos cidadãos e, prioritariamente, pelas crianças.
        Muitos tentam a armadilha sofismática da pergunta sobre o momento em que se inicia a vida e quando se deixa de ser um embrião e passa-se a ser um feto.
        Ora, a partir da junção do espermatozoide com o óvulo, se nada for feito em contrário, ou houver complicações naturais, a vida está estabelecida, pois virá à luz uma criança.
        Será que é o simples fato do inocente não ter sido visto ou registrado em cartório e não possuir um nome que serve de consolo para as consciências?

        O efeito é o mesmo: Por fatores ligados ao egoísmo, ao orgulho e à deturpação do que seja direito de escolha, cometem-se atrocidades com os mais inocentes e mais frágeis.
        O erro é da mãe. O erro é, também, do pai. O erro é, ainda, da sociedade.
        Mas o condenado, sumariamente, é o maior inocente de todos, que perde o mais importante e fundamental para todos os demais direitos, que é o direito à vida!
A conveniência da argumentação - entre sofismas e falácias
        Um site(clique e visite) apresenta o que classifica como os 4 motivos que te farão ser a favor da legalização do aborto:
1 - A mulher precisa ter direito ao seu corpo
2 - Mulheres ricas abortam, as mulheres pobres morrem
3 - Legalizar o aborto evita mortes e traria economia para o SUS
4 - Países onde o aborto foi legalizado diminuíram os números de abortos e de morte materna

Como afirmei antes, sou solidário com a dor dessas mulheres e reconheço o seu desespero, mas insisto - a solução requer mais sabedoria e menos gastos, riscos e mortes:
1 - Não só a mulher, mas todos precisam ter direito ao seu corpo.
Alimentar-se, praticar atividades físicas, tatuar-se, usar piercings, fazer cirurgias para transformações quaisquer que sejam... enfim, o direito inclui tudo o que se possa fazer com o próprio corpo.
Mas, devo lembrar, todos somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, e suas consequências...
Isto posto, pergunto:
Se o Estado (sociedade) não pode interferir na decisão individual de praticar o sexo sem as devidas proteções, tanto para a gravidez quanto para as DST, e na continuação ou não da gravidez, por que deveríamos custear o aborto, com os impostos, para promovê-lo e patrociná-lo?
2 e 3 - Tanto as mortes das mulheres quanto as despesas, além de tudo o mais que envolve o aborto, poderiam ser evitadas pela mudança de comportamento, estimuladas e patrocinadas através da disseminação do conhecimento; pelos métodos contraceptivos, tão abundantes e acessíveis; e com o fornecimento de material e procedimentos médicos que se façam recomendados, pelo Estado, dada a necessidade de cada caso.
        Os alertas para o uso de contraceptivos tornaram-se muito mais expoentes pelo surgimento da AIDS, mas não pela gravidez e pelo aborto.
        Os governos, sucessivamente, propagaram e incentivaram a prevenção da doença massivamente.
        Hoje, devido aos tratamentos mais eficazes oferecidos pelo governo, posteriores à contração dessa grave doença, as práticas da prevenção passaram a ser negligenciadas, muito mais pela população do que pelo próprio governo.
        Tal atitude traz de volta todos os riscos de transmissão, paralelamente ao risco da gravidez indesejada.
        4 - As estatísticas anteriores à legalização carecem de precisão, porquanto ilegais e carecem de dados oficiais.
        Ora, como saber a estatística de procedimentos não legalizados?
        O contraponto para todas as argumentações está contido no próprio texto  do site citado, que reproduzo ipsis literis:
"...criminalização do aborto não é a solução para a diminuição da prática, mas sim políticas públicas de planejamento familiar, acesso à saúde e informação..."
Acrescente-se a PREVENÇÃO, E o complemento é óbvio:
Tampouco o é a sua legalização!
Veja a refutaçao Oficial AQUI


População iludida e enganada leva a erros radicais e decisões absurdas
        Há 75 anos apareceu um indivíduo que estava muito incomodado com um determinado povo.
        Para satisfazer o seu ego, distorceu a realidade e manipulou(sofisma) a opinião pública(falácia) para que o apoiasse num dos maiores assassinatos em massa já praticado, que é o holocausto de Hitler.
        Os defensores da "livre escolha" pretendem justificar com sofismas o massacre de inocentes, afirmando que eles são inconvenientes por esse ou aquele motivos. (puro sofisma)

        Joseph Stalin, por sua vez, pensava o mesmo que o líder nazista, mas partindo de outros ideais.
        Ambos achavam que a vida humana não era inegociável, e que matar uma vida humana em prol de um projeto teoricamente bem intencionado, justifica-se.
Reflita, conheça e viva em paz
        Por favor, reflita antes de, simplesmente, defender a sua causa, falaciosamente, e mostre-se inteligente:
        Mude o seu posicionamento.
        Há outras soluções para o problema que passam longe da tristeza.
        E veja que não busquei fundamentos religiosos...

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FILME

Bloody Money - a partir da decisão da Suprema Corte, o aborto se transformou em um negócio milionário, e nada ético, nos EUA.

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       A partir deste ponto há dois vídeos com imagens muito fortes.
       **Alerta - contém cenas de resultado de violência contra inocente!**
      ***Assista por conta própria.***


Quando começa a vida?



A vida despedaçada... 
será que os motivos estão com a razão?


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Independentemente da sua ideologia, espero que o texto apresentado tenha alcançado o ousado objetivo de provocar uma reflexão no seu entendimento sobre um tema tão sério, profundo e sensível.

Muito obrigado por ter chegado até aqui.




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